Tiago elogia as obras de Abraão (Tg 2.21) e a epístola anterior elogia a fé de Abraão (Hb 11.8-19). Uma coisa tem mais valor que a outra?
Penso não se tratar de duas coisas, mas de uma só, “a obediência que vem pela fé” ou a “fé que gera obediência”. Tiago elogia as “obras de Abraão”, referindo-se à sua obediência confiante em Deus, que lhe ordenara o absurdo sacrifício do seu próprio filho. Ele enfoca a fé ‘de ré’, a partir do resultado. Ele destaca a obediência que a fé gerou e pela qual esta mostrou ser autêntica. O autor de Hebreus olha para o começo, para a fonte que gera a ação obediente. O teólogo e mártir alemão Dietrich Bonhoeffer enfatiza que, ao separar fé e obediência, bagatelizamos a “graça preciosa”. E “a graça barata é inimiga mortal da Igreja”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário